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Engenharia Química avança em plano para tornar fiscalização mais assertiva em todo o país


Um dos temas centrais da reunião foi o reconhecimento de que fiscalizar indústrias químicas. Créditos: Fotos: Talita e Thiago Sousa

A Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Química do Sistema Confea/Crea (CCEEQ) deu passos concretos para uniformizar e qualificar a fiscalização da modalidade em todo o Brasil. Durante a 2ª Reunião Ordinária de 2026, realizada em abril em Brasília, o grupo avançou na elaboração de manuais que vão guiar fiscais na inspeção de empreendimentos industriais — de refinarias a estações de tratamento de água — e debateu estratégias para superar desigualdades na fiscalização entre os estados.

Pelo CREA-RS, participou a Eng. Quím. Damaris Kirsch Pinheiro, coordenadora da Câmara de Engenharia Química do Conselho gaúcho.

O coordenador nacional adjunto da CCEEQ, Jardel Dantas, representante do Crea-RN, afirmou que a reunião permitiu visualizar com mais clareza o foco das próximas ações da coordenadoria, especialmente após a apresentação de um panorama geral da fiscalização da modalidade feita pelo gerente de fiscalização do Confea. "São esses dados que vão direcionar uma fiscalização mais assertiva", disse Dantas. O coordenador titular do grupo é o engenheiro químico Ricardo Biffi, do Crea-SC.

Um dos temas centrais da reunião foi o reconhecimento de que fiscalizar indústrias químicas exige conhecimento técnico que vai além da fiscalização convencional. Segundo Dantas, um fiscal que entra em uma planta industrial precisa saber avaliar, em sequência, o recebimento e estocagem de matéria-prima, sistemas de processamento sob pressão, separadores, caldeiras, vasos de pressão e sistemas de tratamento de efluentes. "O obstáculo que a gente tem é a complexidade", reconheceu o coordenador adjunto.

Coordenador nacional adjunto da CCEEQ, Jardel Dantas

Para enfrentar essa lacuna, a coordenadoria avança na elaboração de Manuais de Fiscalização por Empreendimento. A ideia é que, ao chegar a uma indústria, o fiscal consulte o tipo de empreendimento e saiba exatamente quais documentos solicitar, quais equipamentos verificar e quais não conformidades identificar. "O objetivo principal da fiscalização é garantir segurança — segurança para qualquer tipo de produto que a sociedade vai consumir", ressaltou Dantas.

Integração

Dantas também destacou como ponto positivo da reunião a participação de representantes de diferentes instâncias do Confea, incluindo conselheiros federais da Comissão de Ética e Exercício Profissional (CEEP), da Comissão Temática de Harmonização Interconselhos (CTHI) e das Gerências de Fiscalização e Comunicação. Para o coordenador adjunto, essa presença agiliza encaminhamentos que, de outro modo, percorreriam fluxos mais lentos. "A presença dos órgãos colegiados nos deixa mais tranquilos e confiantes de que o trabalho de 2026 será melhor do que nos anos anteriores", concluiu.

A próxima reunião ordinária da CCEEQ está prevista para 15 a 17 de julho, em São Paulo, quando a coordenadoria deve apresentar a proposta de participação nos encontros regionais e nacional de fiscalização do sistema.

Beatriz Leal
Equipe de Comunicação do Confea

 

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